Saiba quais são as cinco práticas de operadores de forwarders que diminuem a eficiência do carregamento florestal

Os resultados da operação florestal são altamente atrelados à escolha de um sistema de colheita adequado. É nesse contexto que entram os forwarders, um veículo com a função de transportar a madeira após a sua derrubada em terrenos fora de estrada e até a estrada.

 

Esse equipamento, chamado também de reboque, é uma solução para transportar grandes volumes de madeira e planejado para trafegar em estradas de terreno enlameado, fora das rodovias e estradas pavimentadas.

 

Até porque os caminhões convencionais têm muita dificuldade neste tipo de terreno (atolam e necessitam de reboque em regiões remotas), não podem operar 24 horas com qualquer tempo, tem um gasto de energia e emissão maior de CO2 e causam mais danos a natureza por terem rodas menores (com maior pressão no solo).

 

Devido à importância desse equipamento, é importante que os profissionais envolvidos no carregamento saibam como operá-lo da forma mais adequada. Pensando nisso, a Unylaser preparou este artigo com as práticas que diminuem a eficiência no carregamento e podem danificar o reboque.

 

  • Deixar a madeira desalinhada

No momento do carregamento do veículo intermediário (que transporta a madeira até o reboque), uma prática recorrente que afeta a eficiência da operação é alocar a madeira desalinhada. Isso provoca mais tempo de carga no reboque e compromete toda a segurança do transporte.

Para evitar esse erro, o alinhamento deve ser feito na primeira etapa ou logo após o corte da madeira e, então, ser movimentada. Ou seja, o tempo para alinhamento da matéria-primeira no veículo precisa ser bem trabalhado antes de colocar a madeira no reboque, já que este equipamento é o mais caro e pode representar um gargalo durante o processo.

 

  • Mais volume, menos madeira

Quando a madeira não fica paralela a outra, como é o recomendado para o carregamento no reboque florestal, o volume de carga aumenta e faz com que menos toras sejam transportadas. É bem provável que sejam necessárias mais viagens para completar o carregamento. Cargas não organizadas da maneira adequada e com mais volume que o necessário diminui a eficiência do carregamento final e, mesmo sendo pouco por carga, ao longo de um período de um mês, por exemplo, significa muito.

 

 

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  • Treinamento como regra

Uma dica bem importante é treinar frequentemente os carregadores. Como o reboque é, normalmente, de grande largura e a altura dos fueiros é mais alta que a de um caminhão normal, o profissional não tem visão de toda a caixa de carga. Sem a capacitação adequada, ele acaba carregando de forma inadequada do lado que não tem enxerga.

Além disso, é importante que os carregadores conheçam todas as características do veículo. Dessa forma, eles podem otimizar o tempo de carga e descarga, o que aumenta a eficiência e segurança do transporte.

 

  • Respeite as características do reboque

Não atender às recomendações do fabricante e ultrapassar o limite de carga dos fueiros, principalmente no centro do veículo, prejudica a mecânica do caminhão. Isso porque ela ultrapassa a capacidade de carga projetada e também afeta a segurança do transporte, podendo causar acidentes com a queda de toras pelo caminho.

 

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  • A cinta de segurança é fundamental

Os operadores precisam saber da importância de amarrar a carga com as cintas de segurança. Muitas vezes, por acreditar que é um trabalho a mais e sem importância, eles acabam transportando a matéria-prima sem considerar a proteção que esse equipamento oferece. Esta prática cria riscos de acidentes com pessoas e com o próprio equipamento, uma vez que as toras podem cair, atingindo pessoas, além de ficar no meio da estrada onde podem danificar outros veículos e causar acidentes.

 

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Colaborou com este artigo:

Roberto De Antoni, Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Unylaser